sexta-feira, junho 23, 2006

A rosa


Rosados os teus mamilos
Da côr de rosa
Rosado o teu sexo
Emana perfume
Que me embriaga os sentidos
Faço amor contigo com muito carinho
Como se uma flor delicada fosses
Porque tu és uma rosa muito rara
E eu o jardineiro do teu corpo

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Cheiro de MULHER perfume de rosa..
Soou muito bem esta comparação.


Soubeste dosar bem os dois.


Beijokas anjo lindo.

11:26 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

O titulo do teu blog é lindo...

"Estamos perto mas longe de chegar"

As fotos também são muito belas...
Transpiras erotismo...
Gosto muito...

No entanto, acredito que a realidade do amor, é muito mais que aquilo que tu descreves.

Falas na realização do desejo, da fusão entre dois seres, da sua suavidade, do medo de sofreres, ou de fazeres sofrer, se houver algum contratempo...

Saltas muitas etápas, as mais dificeis, as de conseguires chegar a esse estádio de entrega, de troca.
Acho que, principalmente, escreves sobre a paixão amorosa.

Quero deixar-te aqui o que acho ser preciso, para chegar aquilo em que acredito, ao amor.

Antes de tudo, cada um de nós, tem que tentar saber qual é a metade do seu próprio ser, que consegue entregar ao outro, sem nunca perder essa identidade de si próprio.
Essa união só pode existir, se forem duas metades, repara que falo em metades do ser, que querem dar-se, pois, se cada um não souber viver consigo sózinho, não consegue nunca amar desse modo.

O teu desejo, sim, pode ser a fusão entre essas duas metades muito belas do nosso ser.
Só pode existir quando há um eu e um outro.
Mas repara, só assim, lhe chamo amor...

Pois, muitas das vezes, escondemos com o desejo intenso, muitas "falhas" do nosso imenso ser psicológico...

Pensa um pouco nisto...

Deixo-te um verso, do David Mourão Ferreira:


É quando estás de joelhos
que és toda bicho da Terra
toda fulgente de pêlos
toda brotada de trevas
toda pesada nos beiços
de um barro que nunca seca
nem no cântico dos seios
nem no soluço das pernas
toda raízes nos dedos
nas unhas toda silvestre
nos olhos toda nascente
no ventre toda floresta
em tudo toda segredo
se de joelhos me entregas
sempre que estás de joelhos
todos os frutos da Terra.

_________________________________
Com um beijo da

Cloe

12:28 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não?

Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido,
Mas tão de leve!...

Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há uma coisa
Incompreendida...

Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?

Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.

Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.


Fernando Pessoa
(gostei ... partilhei... carla pra toi )

5:41 da tarde  

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